segunda-feira, 10 de outubro de 2016



Movido por um impulso, e certa desconfiança, resolvi tirar um par de cartas que falassem sobre a personalidade de uma pessoa. No cotidiano, essa pessoa se mostra receptiva, amável, super aberta a comunicação, porém, algo maior que eu, deixou-me com uma pulga atrás da orelha, e eu não sei explicar muito bem, mas a minha percepção em relação a essa pessoa ficou meio confusa, eu sentia certo sarcasmo nela. 

Como eu realmente sou “intiquento” como dizia minha mãe, resolvi pedi a meu amigo Lenormand, um par de cartas que revelassem a personalidade dela. Não pensei em método, lado negativo, lado positivo, nada! Escolhi ao acaso duas cartas, e decidi que iria navegar pelos símbolos, tentar ampliá-los, e estabelecer uma ponte de separação entre a minha opinião pessoal e a imagem.  

Ao ver a aliança, que foi a primeira, eu percebi ali um elo de ligação. Seja qual for a personalidade, é algo forte, que realmente faz parte dela, e numa percepção ousada e um pouco maior, julguei que ela não iria mudar tão facilmente. Mas, a minha pulga ainda estava atrás da orelha, e tirei outra carta, veio a raposa, e a minha vontade de tirar mais cartas acabou ali. Fechei o maço, e fiquei uns instantes olhando para o símbolo, e de certa forma um pouco pasmo, por ter visto que a minha desconfiança acabara de ser confirmada. 

É importante pontuar que a visão do símbolo é muito relativa, e embora a carta tenha um conceito padrão, a visão do cartomante é peça fundamental. Pra mim, esse par de cartas revela uma pessoa muito inteligente, de boa comunicação, como é o caso realmente, sabe atrair as pessoas para si, que também é o caso. Ligando à pessoa ao símbolo, eu percebo também a questão do poder de observação, uma vez que ela tem um olhar expressivo e intimidador.

Ampliando ainda mais o símbolo, percebo que é uma pessoa estrategista, que não perde tempo, e não mede esforços para ter o que quer, e esse é o conceito universalista da raposa. Eu ficaria horas e horas aqui proseando sobre, mas para fechar eu conclui que se eu já achava que não deveria confiar nela, com esse jogo tive a plena certeza.

O motivo do jogo não era para destacar suas potencialidades. A pergunta foi: Como é a personalidade? Mas por trás da pergunta tinha o interesse oculto (posso confiar nela?)

Sobre as raposas, eu não confio! E nessa então, piorou. Mas é bom estabelecer o foco na questão. Como a pergunta não foi sobre confiança, eu não vejo aqui a possibilidade dela fazer algo contra mim, mas já que a raposa faz parte da personalidade, e eu por questões de vivências pessoais não confio em raposas, prefiro manter uma certa distância.

Jogo encerrado, percepções internalizadas e vida segue. Não gostar de raposas é uma coisa, ter que aprender a conviver com elas, é preciso.

Kêu Salvador. 

3 comentários:

  1. Nossa, amando esse blog!! Parabéns!

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    1. Olá Allef,
      Obrigado.

      Ficamos felizes!
      Volte sempre por aqui..

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  2. Fico feliz do blog ter voltado. Haviam tantos conhecimento bons aqui.

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